Justiça condena canal de TV por boatos sobre casal Sarkozy

O cantor francês Benjamin Biolay conseguiu nesta sexta-feira que a justiça condenasse o canal de televisão France 24 por atentar contra sua vida privada por ter repercutido os boatos de um suposto relacionamento dele com a primeira-dama da França, Carla Bruni.

iG São Paulo |

O Tribunal de Primeira Instância de Paris condenou a France 24 a pagar 3 mil euros (US$ 4 mil) por danos e prejuízos ao cantor e compositor de 37 anos.

AFP
Sarkozy e Carla Bruni em Paris

Sarkozy e Carla em Paris

Em 10 de março, o canal de notícias repercutiu o boato de um suposto caso entre Biolay e Bruni, casada há dois anos com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, citando notas publicadas na imprensa inglesa e suíça.

Biolay processou a emissora por invasão de privacidade e pedia 20 mil euros (US$ 27 mil). A France 24 alegou o direito de informar em sua defesa.

Os boatos sobre o casal Bruni-Sarkozy ganharam destaque na imprensa, sobretudo estrangeiras, depois da publicação, mês passado, de um comentário em um blog independente hospedado no site do JDD.

Ameaças

A direção do JDD chegou a pedir desculpas ao presidente Sarkozy e demitiu o diretor-geral da Newsweb, filial que administra os sites das publicações do grupo. O jornal também demitiu o autor do blog, um jovem de 23 anos, não jornalista, que teria sido contratado para aumentar a audiência do site.

Mas isso não foi suficiente para, segundo a imprensa francesa, aplacar a ira do governo, que teria pressionado o jornal a pedir que a Justiça investigasse a origem dos rumores e como eles chegaram ao blog.

O jornal confirmou ter entrado com o pedido na Justiça e a polícia judiciária abriu uma investigação preliminar sobre os rumores.

O conselheiro de comunicação do presidente nega, entretanto, que o governo tivesse pressionado a direção do jornal, mas afirma apoiar a decisão da publicação.

O JDD pertence ao grupo Hachette Filippachi, cujo proprietário, Arnaud Lagardère, é amigo do presidente.

Rachilda Dati

Vários órgãos da imprensa citaram a ex-ministra da Justiça Rachida Dati como uma das principais suspeitas de espalhar os rumores.

A revista Le Nouvel Observateur disse que Dati, atualmente deputada europeia, teria sido apontada pelos serviços secretos franceses como a responsável pelos boatos.

O jornal satírico Le Canard Enchaîné já havia revelado que a ex-ministra, que perdeu na semana passada o privilégio de dispor do carro oficial do ministério e de seguranças, "caiu em desgraça", por duas razões.

Primeiro, por ter criticado a estratégia política da direção do partido governista para as eleições regionais realizadas no mês passado. E, segundo, pelas suspeitas que provocou dentro do próprio governo de ter espalhado rumores sobre a vida privada do casal presidencial, depois de ter sido "a protegida de Sarkozy".

Em um comunicado publicado na segunda-feira, Dati desmente ter espalhado os boatos e "protesta com indignação contra as alegações de certos jornais que lhe atribuem uma responsabilidade na divulgação de rumores absurdos".

Além de os boatos apontarem o envolvimento de Bruni com Biolay, também indicavam que Sarkozy teria um caso com a ministra de Ecologia, Chantal Jouanno. Sarkozy classificou os rumores de "idiotas".

Reprodução
Biolay e Jouanno, supostos affairs de Bruni e Sarkozy

Biolay e Jouanno, supostos affairs de Bruni e Sarkozy

Com AFP e BBC

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