Justiça condena britânico que similou morte para receber seguro

Londres, 23 jul (EFE).- A Justiça do Reino Unido condenou hoje a seis anos de prisão o britânico John Darwin, que fingiu estar morto para fraudar seguradoras, e sua esposa, cúmplice no crime.

EFE |

Anne Darwin, de 56 anos, convenceu as seguradoras, a Justiça britânica e seus próprios filhos de que seu marido tinha desaparecido quando navegada em março de 2002 em Hartlepool na Inglaterra. Em 2003 foi dado como morto após seguidas buscas.

John Darwin foi condenado a seis anos e três meses de prisão após declarar-se culpado de uma fraude no valor de 250 mil libras (mais de 315 mil euros).

A sua mulher recebeu uma condenação ainda maior, de seis anos e seis meses de prisão, por seis acusações de fraude e nove de lavagem de dinheiro, após sete dias de julgamento em um tribunal britânico.

O complô foi descoberto depois que John Darwin foi detido sob suspeita de fraude, após se apresentar, no último mês de dezembro em uma delegacia de Londres, e explicar que era uma pessoa dada como desaparecida.

Pouco após sua reaparição, foi publicada uma fotografia do casal em um apartamento do Panamá, onde foi viver sua mulher.

Anne Darwin alegou no julgamento "coação marital", ou seja, que tinha atuado contra sua vontade pressionada por seu marido, mas o júri desprezou esses argumentos.

Ao ditar a sentença, o magistrado assegurou que as "verdadeiras vítimas" do casal tinham sido seus filhos.

"Embora as somas implicadas não sejam tão altas como foi informado, a duração do delito, sua natureza e, em particular, a dor que atingiu durante anos os que eram suas verdadeiras vítimas, seus próprios filhos" este é um caso que "merece uma sentença particularmente severa", disse o juiz. EFE ep/rr

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