Justiça colombiana pede revisão de reforma que permitiu reeleição de Uribe

Bogotá, 26 jun (EFE).- A Suprema Corte da Colômbia pediu hoje à Corte Constitucional e à Procuradoria Geral a revisão da reforma da Carta Magna aprovada pelo Congresso em 2005, que permitiu a reeleição do presidente Álvaro Uribe para um segundo mandato de quatro anos.

EFE |

A Suprema Corte afirmou que houve "um claro desvio de poder" na reforma constitucional, ao condenar hoje a 47 meses de prisão por suborno a ex-congressista Yidis Medina, cujo voto salvou a iniciativa que autorizou a reeleição.

O magistrado Sigifredo Espinosa informou que Medina terá também de pagar ainda uma multa equivalente a cerca de US$ 12 mil e perderá seus direitos públicos também por 47 meses, "por aceitar suborno".

Ela vai cumprir a pena em prisão domiciliar.

Explicou que a ex-parlamentar do Partido Conservador foi condenada com base em seu próprio testemunho, no qual admitiu o suborno.

Medina, que tinha sido eleita pelo departamento de Santander, foi detida em 27 de fevereiro, acusada de tentar favorecer pessoas próximas a ela em contratos estatais e em cargos públicos.

Na segunda-feira passada, a Justiça da Colômbia abriu uma investigação contra o ex-ministro do Interior e atual embaixador na Itália, Sabas Pretelt, por suposto suborno para conseguir a aprovação da reforma constitucional.

O presidente Uribe, que chegou ao poder em 2002, foi reeleito em 2006 graças a essa reforma da Carta Magna. EFE gta/mh

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG