Justiça chinesa condena 17 pessoas por distúrbios no Tibete

A justiça chinesa condenou nesta terça-feira 17 pessoas, com penas que vão de três anos de cadeia à prisão perpétua, por envolvimento nos distúrbios registrados na capital do Tibete, Lhasa, em março, informou a agência oficial Xinhua.

AFP |

Um tribunal de Lhasa anunciou o veredicto contra os 17 acusados de participação nos distúrbios de 14 de março na capital tibetana, em uma audiência pública, segundo a agência, que não especificou as condenações individuais.

Os 17 acusados foram os primeiros condenados após os protestos en Lhasa.

Uma fonte do tribunal entrevistada pela AFP afirmou que os detalhes do veredicto serão anunciados em breve.

Os distúrbios se propagaram posteriormente a outras regiões do oeste da China com minorias tibetanas, em protesto pela autoridade que o governo de Pequim impõe nesta região do Himalaia.

A China acusa os manifestantes tibetanos de terem matado 18 civis e um policial nos distúrbios de Lhasa. Segundo Pequim, 382 civis e 241 policiais ficaram feridos.

As autoridades chinesas afirmam ainda que os tibetanos incendiaram sete escolas, cinco hospitais e 120 casas, além de terem saqueado 908 lojas, o que teria provocado um prejuízo geral superior a 35 milhões de dólares.

A China acusa o Dalai Lama de ter organizado os protestos para sabotar os Jogos Olímpicos de Pequim, mas o líder espiritual dos tibetanos, que vive no exílio, rebate a acusação.

O governo tibetano no exílio afirma que a repressão chinesa dos manifestantes tibetanos provocou mais de 150 mortes e mais de 2.000 detenções.

frb/fp

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