Justiça britânica condena chef canibal por assassinato de amante

LONDRES (Reuters) - Um chef de cozinha que assassinou o amante e comeu parte do corpo dele após prepará-lo com ervas frescas e azeite foi condenado a ao menos 30 anos de prisão na segunda-feira. Ao sentenciar Anthony Morley à prisão perpétua, o juiz James Stewart disse que o assassino era um dos mais terríveis que já havia encontrado e que o crime parecia saído de um livro de ficção.

Reuters |

"O senhor não apenas assassinou sua vítima ao cortar-lhe a garganta e esfaqueá-la, como fatiou, cozinhou e comeu parte dela", afirmou o juiz, segundo a agência Associated Press.

"Antes deste caso, eu considerava o canibalismo algo desaparecido eras atrás, algo digno de uma história de Robinson Crusoé. Não mais. O senhor mergulhou em profundezas raramente vistas na nossa corte."

Morley, 36, ex-vencedor do concurso Mr Gay UK, ficou na área reservada aos réus com a cabeça abaixada enquanto ouvia a sentença. Houve um grito de "assassino" vindo da parte reservada ao público na Corte de Leeds Crown.

O júri ouviu a história de como Morley atacou Damian Oldfield, 33, em Leeds, em abril, depois de os dois terem ido para a cama juntos. Morley, que havia dito ser inocente, afirmou ter ficado com medo de ser violentado.

Ele tirou uma parte da carne da coxa de Oldfield e outra do peito dele. Seis pedaços de carne humana cozida foram encontrados na tábua de cortar presente na cozinha de Morley.

Ervas, azeite e sementes foram achados em vias de preparação ao lado do forno. E uma frigideira continha restos de ervas e azeite.

Uma parte da carne, que parecia ter sido mastigada, foi encontrada em um saco de lixo.

Morley foi preso depois de entrado em um restaurante e ter dito que havia acabado de matar uma pessoa.

"Felizmente, crimes perturbadores como esse ocorrem apenas raramente", disse o detetive Scott Wood, da polícia de West Yorkshire, que comandou as investigações. "Nenhum membro da nossa equipe jamais havia visto um crime dessa natureza antes."

A mãe da vítima, Denise Oldfield, afirmou que seu filho foi morto "da forma mais cruel possível".

(Reportagem de Peter Griffiths)

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