Justiça austríaca reabre investigação sobre caso Natasha Kampusch

Viena, 23 out (EFE).- A Justiça austríaca vai reabrir a investigação do caso de Natascha Kampusch, uma jovem que passou oito anos seqüestrada em um cativeiro subterrâneo próximo a Viena, para determinar se houve mais de uma pessoa envolvida no crime.

EFE |

A decisão foi tomada pela ministra da Justiça austríaca interina, Maria Berger, segundo informa o jornal "Die Presse", na edição que vai amanhã às bancas.

Kampusch foi seqüestrada aos 10 anos, quando ia para escola, por um eletricista que a trancou em um pequeno cativeiro debaixo da garagem dele, na localidade de Strasshof, nos arredores de Viena.

O seqüestrador, Wolfgang Priklopil, de 44 anos, se suicidou poucas horas depois da fuga de sua vítima em 2006, se jogando na linha do trem.

Até agora, Priklopil era considerado o único envolvido no seqüestro, embora no último ano tenha surgido uma grande polêmica pelos erros iniciais na investigação, que levou Natasha a, inclusive, pensar em processar o Estado.

A Justiça pretende esclarecer com a nova investigação perguntas que ficam no ar sobre o caso, sobretudo a respeito do momento da captura, em que suspeita-se que houve uma outra pessoa envolvida.

A base para reabrir o processo são as declarações de uma testemunha de 12 anos, que no momento do seqüestro falou sobre dois autores.

A possibilidade de que houvesse uma segunda pessoa envolvida no crime foi objeto de muitas especulações, embora a própria seqüestrada tenha sempre negado e frisado que só um homem participou. EFE ll/rr

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