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Justiça argentina examina escritórios da PDVSA no caso da mala

Buenos Aires, 28 nov (EFE).- A Justiça argentina examinou os escritórios da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) em Buenos Aires em busca de provas na investigação do chamado caso da mala, informou hoje o jornal La Nación.

EFE |

O registro, realizado na terça-feira passada, tinha como objetivo averiguar que pessoa da companhia petrolífera usava um telefone celular pelo qual se ligou para o empresário venezuelano-americano Guido Antonini Wilson, acusado na Argentina de tentar entrar no país em 4 de agosto de 2007 sem declarar uma mala com US$ 800 mil.

Segundo a investigação chefiada pelo juiz Daniel Petrone, o empresário manteve contato com algum funcionário da PDVSA durante sua última visita a Buenos Aires, em coincidência com uma visita oficial do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Segundo o "La Nación", a Justiça pretende averiguar os detalhes de uma ligação que Antonini fez a um telefone celular registrado em nome de Jorge Pérez Mancebo, então diretor da PDVSA na Argentina.

Pérez Mancebo declarou que, apesar de assinar a ordem de contratação dessa linha telefônica, não era ele o usuário do móvel, mas uma funcionária da companhia petrolífera confirmou que esse aparelho era um dos dois celulares que o diretor utilizava.

Por enquanto, os investigadores aguardam a decisão da Justiça americana sobre o pedido da Argentina para extraditar Antonini, residente em Miami, e para enviar a ata do julgamento que condenou o venezuelano Franklin Durán.

Duran foi condenado no início deste mês por conspirar e atuar ilegalmente nos EUA como um agente da Venezuela para que Antonini Wilson não revelasse a origem e o destino do dinheiro.

Nesse julgamento, Antonini depôs como testemunha protegida e afirmou que o dinheiro estava destinado à campanha que levou a então primeira-dama Cristina Fernández de Kirchner à Presidência da Argentina.

O dinheiro da mala, que provinha supostamente da PDVSA, chegou a Buenos Aires em um avião fretado pela estatal Energia Argentina (Enarsa) procedente de Caracas, com funcionários de ambos os países.

O "caso da mala" provocou uma controvérsia diplomática entre a Argentina e os Estados Unidos, que tentaram tomar distância do assunto ao ressaltar a independência de sua Justiça e assinalar que o julgamento de Miami não esteve dirigido contra funcionários públicos argentinos. EFE nk/jp

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