Justiça argentina eleva a julgamento causa contra ex-ditador

Buenos Aires, 19 ago (EFE).- Uma juíza argentina elevou hoje a julgamento uma causa contra o ex-ditador Jorge Videla, o ex-general Luciano Benjamín Menéndez e outros 23 ex-militares acusados de crimes cometidos durante a ditadura que vigorou na Argentina entre 1976 e 1983.

EFE |

A magistrada Cristina Garzón de Lascano resolveu elevar a julgamento a causa que investiga o assassinato de 31 presos políticos detidos na então unidade penitenciária número 1 da província argentina de Córdoba, informaram fontes judiciais.

Os assassinatos dos presos, que também foram submetidos a torturas, foram cometidos entre abril e outubro de 1976 por ex-militares ou ex-policiais que simulavam tentativas de fuga, segundo consta da causa.

Os porta-vozes judiciais esperam que a data do julgamento contra 25 acusados seja definida na semana que vem.

Um dos três militares que lideraram o golpe de Estado de 1976, Videla está detido em uma prisão localizada dentro da guarnição militar do Campo de Mayo por inúmeros delitos de repressão durante a ditadura argentina.

Em junho passado, o máximo tribunal penal da Argentina aprovou a prorrogação em um ano da pena do ex-ditador, de 83 anos.

Menéndez, que comandou o Terceiro Corpo de Exército durante a ditadura, está detido na prisão de Bouwer, na província argentina de Córdoba, depois de ter sido condenado pela segunda vez à prisão perpétua em agosto do ano passado por crimes de lesa-humanidade cometidos no regime ditatorial.

Segundo números oficiais, 18 mil pessoas desapareceram na Argentina durante a última ditadura militar, embora organismos de direitos humanos afirmem que as vítimas foram na verdade 30 mil. EFE ms/bba

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