Justiça argentina deixa deputado ligado à ditadura assumir cargo

BUENOS AIRES (Reuters) - A Suprema Corte de Justiça argentina autorizou nesta terça-feira o dirigente de direita Luis Patti a assumir o cargo de deputado que obteve nas eleições de 2005 e que havia sido impugnado pelos congressistas por sua vinculação com a última ditadura argentina. O ex-subcomissário de polícia está preso enquanto avança seu processo por sequestros e torturas praticadas em sete pessoas durante o governo que regeu o país entre 1976 e 1983.

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Segundo a sentença a que Reuters obteve acesso, a Suprema Corte declarou 'admissível' o recurso apresentado pela defesa do ex-policial e avalizou a decisão da Câmara Eleitoral de que Patti não podia ser excluído por falta de 'idoneidade moral', como diziam os deputados que bloqueavam o seu ingresso.

Patti, que já ocupou diversos cargos eletivos desde o retorno da democracia ao país, foi preso no final do ano passado, em uma decisão recebida com satisfação pelo governo do então presidente Néstor Kirchner, que impulsionou a reabertura de causas vinculadas à ditadura.

Durante o governo militar, cerca de 30.000 pessoas morreram nas mãos do Estado, segundo organizações de direitos humanos.

Uma comissão investigadora conseguiu provar mais de 11.000 casos.

(Reportagem de Damián Wroclavsky)

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