Justiça argentina dá liberdade a 2 repressores da ditadura

Buenos Aires, 18 dez (EFE).- A Justiça argentina concedeu hoje liberdade aos repressores Alfredo Astiz, conhecido como Anjo Louro, e Jorge Acosta em uma caso envolvendo delitos de lesa-humanidade cometidos durante a ditadura.

EFE |

Segundo fontes judiciais, porém, a libertação não será efetiva "de imediato".

A medida da Câmara Nacional de Cassação Penal beneficiou o "Anjo Louro" e "El Tigre", como Acosta é conhecido, símbolos da repressão da última ditadura argentina (1976-1983), além de outros oito ex-militares processados por crimes cometidos na Escola de Mecânica da Marinha (Esma), onde funcionou o maior centro clandestino de detenção durante o regime.

De todas as formas, os porta-vozes esclareceram que a decisão "não se tornará efetiva de maneira imediata" já que os ex-militares beneficiados pela medida deverão esperar pelo juiz federal Sergio Torres para entrar em liberdade.

No caso de Astiz e Acosta, o magistrado Torres deverá revisar o estado no qual se encontram outras causas vinculadas com a ditadura, nas quais ambos os ex-militares também são acusados.

Astiz e Acosta se encontram processados e à espera de julgamentos pelos delitos cometidos na Esma, por onde passaram cerca de cinco mil pessoas.

A investigação das atuações na Esma feitas por Torres é uma das duas grandes causas reabertas na Argentina após a derrogação parlamentar em 2003 das chamadas "leis do perdão", que beneficiaram milhares de repressores da ditadura.

Os cálculos oficiais estabelecem que na ditadura desapareceram 18 mil pessoas, mas organismos de direitos humanos afirmam que as vítimas na realidade foram 30 mil. EFE pbf/rr

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