Justiça argentina condena pais de criação de filha de desaparecidos

Buenos Aires, 4 abr (EFE).- Um tribunal condenou hoje os pais de criação de uma filha de desaparecidos da ditadura na Argentina.

EFE |

Além do casal, formado Osvaldo Rivas, condenado a 8 anos de prisão, e María Cristina Gómez Pinto, a 7 anos, o juiz sentenciou a 10 anos o militar aposentado Enrique Berthier, que em 1978 entregou ao casal a filha dos desaparecidos, María Eugenia Sampallo Barragán.

As penas foram impostas sob as acusações de retenção e ocultação de uma menor de 10 anos e, no caso de Rivas e Berthier, a falsificação de documento público.

Os réus são acusados dos crimes de subtração de menor, falsificação de documento público e supressão da identidade de Sampallo, que integra a lista dos 88 jovens aos quais as Avós da Praça de Maio conseguiram restituir a identidade.

Filha dos desaparecidos Mirta Barragán e Leonardo Sampallo, a jovem, que agora tem 30 anos, foi registrada como filha legítima de seus pais de criação, com o nome de María Eugenia Violeta Rivas e com data de nascimento de 8 de maio de 1978.

María Eugenia cortou seu vínculo com Rivas e Gómez Pinto em 1999, dois anos antes de conhecer sua verdadeira identidade graças a um exame de DNA que demonstrou que era filha do casal de desaparecidos e que tinha nascido em fevereiro de 1978, dois meses depois do seqüestro de seus pais. EFE cw/mh

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG