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Justiça argentina acusa Monstro de Mendoza de incesto

Armando Lucero, um homem de 67 anos chamado de Monstro de Mendoza (oeste da Argentina) começou a ser interrogado pela Justiça nesta segunda-feira, acusado de estuprar durante 20 anos uma filha, em uma relação da qual nasceram sete filhos-netos, informou a Procuradoria.

AFP |

A imprensa argentina comparou o caso ao do austríaco Josef Fritzl, de 73 anos, chamado de "Monstro de Amstetten", que foi condenado à prisão perpétua pela morte de um dos sete filhos que teve com a filha, mantida trancafiada por 24 anos em um porão.

AP
Lucero não quis dar declarações à imprensa na sexta-feira

Lucero "é acusado de abuso sexual de forma reiterada", disse em uma entrevista coletiva à imprensa o procurador, Marcelo Gutiérrez. Não se sabe a respeito da profissão de Lucero, que vive em uma modesta casa de um bairro de classe média da cidade de Mendoza, 1.000 km a oeste de Buenos Aires, junto com a esposa, os filhos-netos e a sogra de 84 anos.

Lucero, um homem robusto e de baixa estatura, não quis dar declarações à imprensa na sexta-feira, após a sua detenção, enquanto policiais escondiam seu rosto com um casaco. A prisão foi efetuada após a denúncia apresentada por sua filha, uma mulher de 35 anos, com identidade não revelada, que compareceu à Legislatura provincial (Parlamento) para pedir proteção.

A mulher denunciou que era violentada desde que tinha oito anos e que era ameaçada por seu pai, mas que rompeu o silêncio quando ele recentemente tentou abusar de uma de suas filhas-netas.

Lucero, descrito pelos vizinhos como atencioso e prestativo, embora reservado, teria outros oito filhos de um primeiro matrimônio, além de sete de um segundo casamento, com a mãe da denunciante. Da relação de Lucero com sua filha, nasceram filhos-netos com idades entre dois e 19 anos, segundo a acusação da Procuradoria.

O caso ainda apresenta circunstâncias obscuras, entre elas o papel da esposa do acusado, a quem um de seus filhos denunciou como suposta cúmplice. A Justiça ordenou a realização de exames de DNA e psicológicos em todos os membros da família, segundo o procurador.

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