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Justiça afegã comuta pena de morte a jornalista crítico ao Islã

Cabul, 21 out (EFE).- Uma corte de apelações do Afeganistão comutou hoje a pena de morte do repórter Syed Pervez Kambakhsh, acusado de questionar o papel da mulher no mundo islâmico, por 20 anos de prisão, informou à Agência Efe uma fonte judicial.

EFE |

Kambakhsh, estudante de 23 anos que também trabalha para o jornal "Jahan-e-Naw", tinha sido condenado à morte em janeiro por um tribunal da cidade de Mazar-e-Sharif, no norte do país.

O repórter foi detido por distribuir um artigo que acusava a lei islâmica de ignorar o direito das mulheres de usar a internet.

"Kambakhsh foi condenado a 20 anos de prisão pelo crime que cometeu. Mas este não é o último tribunal, ele ainda tem o direito de ir ao último", disse à Efe o juiz Abdul Salam Qazizada.

O jornalista afegão terá agora a possibilidade de recorrer da sentença perante a Corte Suprema.

A condenação à morte de Kambakhsh gerou protestos de centenas de jornalistas afegãos e da organização Repórteres sem Fronteiras (RSF).

Os juízes afegãos consideraram em primeira instância o texto "insolente e blasfemo", e declararam o jovem culpado por propiciar com seus companheiros de classe debates "antiislâmicos". EFE nh/rr

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