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Justiça aceita falar do atraso na apuração dos votos nas eleições do Zimbábue

HARARE - A Justiça do Zimbábue aceitou, nesta segunda-feira, ter uma jurisdição sobre uma solicitação da oposição para que sejam divulgados os resultados das últimas eleições, embora tenha http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/04/07/justica_do_zimbabue_adia_para_amanha_decisao_sobre_apuracao_1261348.htmladiado para amanhã uma real decisão sobre a questão.

EFE |

 

O anúncio foi feito por representantes legais no final de uma audiência judicial no Tribunal Superior de Harare, capital do Zimbábue.

O fato de a justiça ter aceitado se pronunciar sobre o assunto representa uma vitória, ainda que pequena e provisória, da oposição.

A solicitação para que sejam divulgados os resultados foi apresentada ontem diante da Justiça pelo Movimento para Mudança Democrática (MDC), que se declara vencedor nas eleições presidenciais de 29 de março.

Embora a Comissão Eleitoral tenha divulgado os resultados da apuração do pleito parlamentar, ela ainda não divulgou o do presidencial, que aconteceu simultaneamente.

Segundo o que foi anunciado ao final da audiência judicial de hoje, o juiz Tendai Uchena estabeleceu que o Tribunal Superior se reunirá de novo a partir das 10h (horário local), para se pronunciar sobre "a urgência do caso" apresentado pela oposição.

O representante legal das autoridades eleitorais, George Chikumbirike, declarou ontem ser contra que a corte tenha uma jurisdição a respeito, por considerar que a Comissão Eleitoral é uma instituição independente que pode divulgar os resultados da apuração quando julgar conveniente.

Fontes da oposição pediram um pouco de paciência até que a decisão final seja divulgada. "Seria injusto fazer comentários sobre um caso que ainda está nos tribunais", disse à Agência Efe o porta-voz do MDC, Nelson Chamisa.

A oposição do Zimbábue sustenta que a espera para conhecer o resultado das eleições presidenciais está causando muita inquietação entre o povo do país e a comunidade internacional.

O partido governante, União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (ZANU-PF), anunciou ontem que pediu à Comissão Eleitoral que seja realizada uma apuração geral de votos. Segundo o partido, existem erros em várias jurisdições que prejudicam o atual presidente Robert Mugabe, no poder desde 1980.

A oposição afirma que seu candidato Morgan Tsvangirai obteve 50,3% dos votos, enquanto Mugabe teria obtido 43,8%.

Mas, apesar de o governo dar informações precisas, diz que será necessário um segundo turno, e o partido governante já anunciou que participará do pleito.

A oposição denuncia que o governo não quer aceitar a derrota nas urnas e está fazendo todo o possível para adiar os prazos do processo.

Os opositores também temem que o regime de Mugabe comece uma onda de violência para atemorizar os que estão contra o governo.

"Não há razão para que a Comissão Eleitoral atrase a divulgação dos resultados, quando calcula-se que foram dados apenas dois milhões de votos", disse hoje o advogado do MDC, Alexio Muchademana.

A audiência judicial em Harare aconteceu enquanto Tsvangirai viajava para a África do Sul, para, segundo fontes de seu partido, realizar uma série de consultas particulares.

Tsvangirai, que vai com freqüência à África do Sul, viajou ontem ao país vizinho, mas os motivos e detalhes da visita ainda não foram revelados.

O presidente da África do Sul, Thabo Mbeki, que atuou no ano passado como mediador entre o governo e a oposição do Zimbábue, desta vez não poderá interceder no país, pois viajará para encontrar autoridades da Índia.

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