O júri que atuou no julgamento de três britânicos acusados de terem ajudado os autores dos atentados suicidas no sistema de transporte de Londres no dia 7 de julho de 2005, não conseguiu chegar a um veredicto nesta sexta-feira. Os atentados coordenados em três estações de metrô e um ônibus mataram 52 pessoas e deixaram outras 700 feridas.

Durante cerca de duas semanas, os jurados deliberaram se Waheed Ali, 25, Sadeer Saleem, 28, and Mohammed Shakil, 32, eram culpados de conspiração para causar uma explosão.

Os três réus admitiram que conheciam os autores dos atentados e que passaram tempo com eles em campos de treinamento islamistas no Paquistão, mas negam que tê-los ajudado a escolher alvos. Ali, Saleem e Shakil dizem que consideram as ações dos autores dos atentados suicidas anti-islâmicas.

A promotoria deve buscar a realização de um novo julgamento. Os réus devem permanecer detidos até uma audiência em setembro.

O julgamento se concentrou em uma viagem a Londres feita pelos três réus, que também incluiu dois dos quatro homens que cometeriam os atentados suicidas.

A promotoria disse que, na verdade, eles estavam realizando um ensaio para os ataques de julho de 2005, avaliando a segurança da capital britânica durante sua visita em dezembro de 2004.

Segundo os promotores, a visita foi organizada pelo líder do complô para realizar os atentados, Mohammad Sidique Khan, que contactou os homens no Paquistão.

Os réus alegam que a viagem para Londres foi para que um visse familiares e para que fizessem um pouco de turismo.

A polícia descobriu as ligações entre os sete através de gravações de telefones celulares, impressões digitais onde se produziram as bombas, e vídeos pessoais.

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