Júri inicia segunda semana de deliberações no caso da mala

Miami, 3 nov (EFE).- O júri do chamado caso da mala começou hoje sua segunda semana de deliberações no tribunal de Miami onde o venezuelano Franklin Durán está sendo julgado.

EFE |

Se não houver um veredicto unânime, o julgamento corre o risco de ser cancelado.

Os 12 membros do júri planejam deliberar apenas durante metade do dia no tribunal de Miami, onde Durán foi julgado por oito semanas, e se não chegarem a um consenso, retomarão as deliberações na quarta-feira.

Durán é acusado de conspirar e atuar como agente do Governo da Venezuela para ocultar a origem e destino de uma mala com US$ 800 mil apreendida com o venezuelano Guido Alejandro Antonini Wilson na Argentina em 2007.

O dinheiro supostamente seria destinado à campanha eleitoral da atual presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e seriam originados dos cofres da Petróleos de Venezuela, S.A.

(PDVSA).

Se condenado, o empresário pode cumprir pena de 15 anos de prisão.

O júri tem dificuldades para chegar a um veredicto unânime sobre as duas acusações que pesam contra Durán, e na semana passada, comunicaram à juíza Joan Lenard que não houve consenso, mas a pedido da defesa, a magistrada pediu que os jurados continuassem reunidos e deliberando.

Embora os integrantes do júri não tenham prazo para emitir seu veredicto, se continuarem sem acordo esta semana, Lenard terá duas opções: pedir que deliberem mais uma vez ou anular o julgamento.

Uma vez anulado o julgamento, a mesma juíza convocaria um novo júri e recomeçaria o processo judicial.

A Promotoria federal dos Estados Unidos acusa Durán de cumprir ordens do Governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, junto com outros três venezuelanos e um uruguaio, para tentar pressionar Antonini Wilson a não revelar informações sobre a procedência do dinheiro.

Edward Shohat, advogado de Durán, argumenta que seu cliente apenas tentou ajudar Antonini Wilson, com quem manteve uma amizade de 20 anos, mas este montou com o FBI (polícia federal americana) uma armadilha para "incitá-lo a delinqüir" nos EUA. EFE so/wr/jp

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