Júri dos EUA condena cinco em disparos policiais pós-Katrina

Cinco atuais ou ex-oficiais foram condenados por violações de direitos humanos em tiroteio com dois mortos após furacão de 2005

iG São Paulo |

Um júri federal condenou cinco atuais ou ex-oficiais policiais por violações dos direitos humanos em um mortal tiroteio em uma ponte de Nova Orleans depois do furacão Katrina, em 2005. O júri, entretanto, não achou que o incidente correspondesse a assassinato.

O ex-oficial Robert Faulcon, os sargentos Robert Gisevius e Kenneth Bowen, o oficial Anthony Villavaso e o sargento reformado Arthur Kaufman foram condenados nesta sexta-feira por acusações relacionadas ao encobertamento dos disparos. Todos, menos Kaufman, foram punidos por violações dos direitos civis.

Os promotores disseram que, sem emitir um alerta, a polícia disparou contra seis pessoas desarmadas, deixando dois mortos e quatro feridos, na ponte Danziger em 4 de setembro de 2005, menos de uma semana depois da tormenta. Os oficiais também foram acusados de tentar fazer com a que a ação parecesse justificada por meio da invenção de testemunhas, relatórios falsos e uma arma plantada no local do crime.

Advogados disseram que os oficiais foram alvos de disparos antes de abrir fogo, atuando de forma sensata perante uma ameaça mortal.

A mãe de James Brissette, de 17 anos, uma das pessoas mortas na ponte, disse sentir-se aliviada com o veredicto depois de "longos e difíceis seis anos". Mas ficou intrigada com o fato de o júri concluir que seu filho não foi assassinado.

A sentença para os acusados está prevista para 14 de dezembro. Kaufman está livre sob fiança até que seja sentenciado. Os outros quatro já estão presos e enfrentam possíveis sentenças de prisão perpétua.

O julgamento foi um teste de alto nível para os esforços do Departamento de Estado de limpar um departamento policial cuja reputação foi manchada pela corrupção e brutalidade. Um total de 20 atuais ou ex-oficiais de Nova Orleans foram acusados no ano passado em uma série de investigações federais. A maioria dos casos se centra em ações posteriores ao furacão de 29 de agosto de 2005, que deixou a cidade inundada em um estado de desespero e ilegalidade.

*Com AP

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