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Júri dá veredicto inconclusivo para caso Jean Charles

O júri do inquérito que investiga as circunstâncias da morte do brasileiro Jean Charles de Menezes em Londres deu o veredicto de inconclusivo ao caso, depois de passar sete dias reunido em deliberações. Um advogado da família diz que o veredicto foi o melhor que a família podia esperar, depois das limitações impostas pelo juiz-legista.

BBC Brasil |

No último dia 2, Michael Wright, o legista que preside o inquérito, havia dito que o júri não poderia considerar o veredicto de "homicídio injustificado" ("unlawful killing").

Segundo Wright, não havia provas suficientes apontando que qualquer um dos envolvidos tenha matado Jean Charles de forma ilegal. Ele pediu que os jurados "deixassem qualquer emoção de lado" na decisão.

Com isso, os 11 jurados tiveram duas opções: decidir que houve "lawful killing" (ou seja, que a morte ocorreu como decorrência de ações que não feriram a lei; morte não-criminosa) ou optar ainda por um "open verdict" (veredicto inconclusivo).

Este é o quinto inquérito sobre a morte de Jean Charles realizado na Grã-Bretanha.

O júri ouviu o depoimento de cem testemunhas desde que o inquérito começou, em setembro, em Londres.

Jean Charles de Menezes foi morto pela polícia de Londres em uma estação de metrô da capital britânica, em julho de 2005, ao ser confundido com um suspeito de tentativas de atentado ocorridas no dia anterior.

Em julgamentos anteriores, a polícia recebeu uma multa de 175 mil libras, mas nenhum envolvido foi considerado culpado.

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