Júri da investigação sobre morte de Diana se retira para avaliar sentença

Londres, 2 abr (EFE).- O júri da investigação judicial sobre a morte da princesa Diana se retirou hoje para avaliar a sentença, depois de o juiz do caso, Scott Baker, ter terminado de apresentar as conclusões do processo.

EFE |

As seis mulheres e cinco homens que formam o júri deverão decidir o veredicto no Tribunal Superior de Londres, com base nos depoimentos de 250 testemunhas recolhidos durante seis meses.

Esta investigação tem o objetivo de esclarecer a morte de Lady Di e de seu namorado, Dodi al-Fayed, que morreram em 31 de agosto de 1997, quando o automóvel onde estavam bateu contra uma coluna do túnel sob a Ponte D'Alma, em Paris.

Ao começar a expor suas conclusões, na segunda-feira passada, Baker disse que não há provas de que o príncipe Philip - marido da rainha Elizabeth II da Inglaterra - e os serviços de espionagem britânicos MI6 tenham feito um complô para assassinar a princesa, como afirma o pai de Dodi, o milionário egípcio Mohamed al-Fayed.

Assim, o magistrado deixou claro que o júri não poderá decretar a favor da conspiração, por isso os jurados terão cinco opções.

Entre elas estão tornar responsável pela morte de Diana e Dodi o motorista do automóvel, Henri Paul, que também morreu no ato; responsabilizar os fotógrafos que perseguiam o casal naquela noite, ou um efeito combinado da forma como Paul dirigia e a perseguição dos "paparazzi".

Além disso, o júri pode estabelecer que foi um acidente ou emitir um veredicto aberto.

Este último caso só deverá ser considerado, segundo o juiz deixou claro, se o júri considerar que não há provas suficientes para apoiar as quatro opções anteriores.

Mohamed al-Fayed, dono da loja de departamentos Harrods, e Sarah McCorquodale, irmã da princesa Diana, estavam hoje presentes no tribunal.

As testemunhas prestaram depoimento durante seis meses, no próprio tribunal ou por videoconferência do exterior.

O guarda-costas Trevor Rhys-Jones saiu com vida da tragédia.

Duas investigações - uma francesa e outra britânica - concluíram na época que o casal morreu em um trágico acidente.

No entanto, Mohamed al-Fayed insistiu em que Diana e Dodi foram assassinados em um complô dos serviços secretos para impedir que o casal pudesse se casar. EFE vg/an

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