Júri condena três muçulmanos acusados de planejar ataque em Londres

Um tribunal de Londres condenou nesta segunda-feira três muçulmanos britânicos acusados de planejar o uso de explosivos líquidos para promover atentados e cometer assassinatos na cidade. O júri, no entanto, não aceitou a alegação dos promotores de que os homens planejavam detonar os explosivos a bordo de aviões transatlânticos.

Redação com BBC |

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A condenação de Abdulla Ahmed Ali, Assad Sarwar e Tanvir Hussein foi fruto de 50 horas de deliberações do júri. O tribunal não chegou a um veredicto sobre o caso de outros quatro acusados, que ainda aguardam julgamento. Um oitavo homem, Mohammad Gulzar, foi inocentado.

Os três condenados devem receber sentenças de prisão longas, mas as penas não serão divulgadas enquanto não houver uma decisão sobre a possibilidade de um novo julgamento sobre o caso, que ainda pode ser requisitado pela promotoria.

Operação e caos

O grupo foi preso em agosto de 2006 em uma operação que causou caos nos aeroportos britânicos, com voos cancelados, atrasos e um sensível reforço na segurança, incluindo restrições principalmente em relação ao embarque de líquidos em aeronaves. A polícia alegou, na época, que os atentados teriam sido planejados pela Al-Qaeda do Paquistão.

O líder do grupo, Abdulla Ahmed Ali, de 27 anos, teria criado explosivos líquidos, que, disfarçados de refrigerantes, conseguiriam furar o sistema de segurança do aeroporto de Heathrow.

Segundo a acusação, os condenados detonariam as bombas enquanto os aviões estivessem no ar. O júri, no entanto, considerou que não havia provas de que eles pretendiam cometer os atentados dentro de aviões.

A promotoria afirmou que os atentados promovidos pelo grupo iriam causar centenas de mortes e teriam um impacto político semelhante aos ataques de 11 de setembro de 2001, em Nova York.

A acusação disse ainda que seis dos suspeitos haviam gravado vídeos em que confirmavam o seu martírio e criticavam o Ocidente, semelhantes a outras gravações feitas pela Al-Qaeda em outros atentados.

Novo julgamento

Em sua defesa, sete membros do grupo alegaram que planejavam apenas criar um "espetáculo político", causando uma pequena explosão, provavelmente no aeroporto, e insistiram que não pretendiam ferir ninguém.

Apesar da decisão, o tribunal declarou que o caso continua a ser discutido, e os promotores estudam pedir um novo julgamento com relação às acusações de complô para ataques no interior de aeronaves.

A ministra britânica do Interior, Jacqui Smith, agradeceu à polícia e ao serviço de segurança britânico por desbarar o grupo e salvar "incontáveis vidas".

Ela também agradeceu ao tribunal e disse ter certeza de que o júri chegará a um acordo nos casos em que o veredicto não foi decidido.

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