Bruxelas, 19 dez (EFE) - O júri do tribunal correcional de Nivelles, sul de Bruxelas, declarou responsável pelos atos a mãe que matou a facadas os cinco filhos antes de tentar cometer suicídio, e considerou-a culpada de assassinato premeditado.

Em 28 de fevereiro 2007, Geneviève Lhermitte matou seus cinco filhos - Yasmine, Nora, Myriam, Mina e Medhi - em seus respectivos quartos.

Após degolar as crianças com uma faca, Lhermitte tentou, sem sucesso, cometer suicídio, ligou para os serviços de emergência e deixou duas notas manuscritas na porta de casa com a mensagem "chamar a Polícia".

O caso comoveu a opinião pública belga, que acompanhou pontualmente através da imprensa o desenvolvimento da investigação e o processo.

Geneviève Lhermitte e seu marido, o marroquino Bouchaib Mokadem, não pareciam ter grandes problemas, embora, segundo depoimentos recolhidos pela Promotoria, ela se sentia completamente isolada socialmente.

Mokadem, empregado no setor farmacêutico, estava em viagem de negócios no momento do crime.

Até o próprio dia do julgamento, os psiquiatras que examinaram Lhermitte consideraram que era responsável por seus atos, apesar de se encontrar em um estado de ansiedade aguda e de depressão quando assassinou os filhos.

No entanto, durante o julgamento apareceu uma carta que a ré tinha escrito a seu psicólogo no dia anterior às mortes e na qual revelava seus planos de suicídio e de levar juntos seus filhos.

Uma segunda análise realizada após essa revelação indicou que Lhermitte não podia ser considerada responsável por seus atos e recomendou interná-la em uma clínica psiquiátrica.

O júri, no entanto, decidiu hoje contra essas recomendações e julgou Lhermitte culpada de assassinato premeditado.

A Promotoria pede uma pena de 30 anos de prisão, segundo anunciou hoje a agência "Belga". EFE vl/db

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