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Júri americano retoma deliberações no caso da mala argentino

Miami, 27 out (EFE) - O júri dos Estados Unidos no julgamento do empresário venezuelano Franklin Durán acusado no chamado caso da mala, no qual estariam envolvidos os Governos de Argentina e Venezuela, retomou hoje as deliberações.

EFE |

Os 12 integrantes do júri deliberam em um Tribunal Federal de Miami e devem emitir o veredicto de inocência ou culpabilidade de maneira unânime.

Durán é acusado de conspirar e atuar nos EUA como um agente de um Governo estrangeiro, o venezuelano, sem se registrar na Procuradoria Geral para esconder a origem e destino de uma mala com US$ 800 mil atribuída ao empresário Guido Alejandro Antonini Wilson na Argentina em 2007.

Se for considerado culpado, o empresário enfrentaria uma condenação máxima de 15 anos de prisão pelas duas acusações.

Os promotores federais Thomas Mulvihill e John Shipley acusam o empresário, de 41 anos, de seguir as ordens do Governo do presidente Hugo Chávez, junto com outros três venezuelanos e um uruguaio.

O dinheiro supostamente era uma contribuição financeira para a campanha eleitoral da atual presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e provinha dos cofres da Petróleos de Venezuela S/A (PDVSA).

O júri iniciou as deliberações na sexta-feira passada depois que a Promotoria e a defesa fizeram suas alegações finais.

Edward Shohat, advogado de Durán, negou que o empresário atuasse como agente do Governo venezuelano e afirmou que sua única intenção era ajudar Antonini Wilson, seu amigo há 20 anos.

Durán viajou em várias ocasiões a Miami para convencer Antonini Wilson, venezuelano com cidadania americana, a assinar uma procuração a um advogado na Argentina para que o defendesse no país quando estourou o escândalo.

A defesa acusa o FBI (Polícia federal americana) e Antonini Wilson de estender uma armadilha a Durán para "incitá-lo a cometer delito".

Thomas Mulvihill rejeitou as alegações da defesa e reiterou que Durán era um suposto agente do Governo venezuelano que havia recebido a missão de encobrir a origem e o destino dos US$ 800 mil.

No caso também são acusados os venezuelanos Moisés Maiónica, Carlos Kauffmann e Antonio José Canchica e o uruguaio Rodolfo Edgardo Wanseele Paciello.

Os dois venezuelanos e o uruguaio se declararam culpados após fechar um acordo com a Promotoria em troca de penas mais leves, e Canchica está foragido. EFE so/db

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