Junto a África do Sul e Índia, Amorim reforça compromisso com Doha

Paris, 25 jun (EFE).- Os ministros responsáveis pelas negociações comerciais de Brasil, Índia e África do Sul reafirmaram hoje seu compromisso em conseguir um acordo que conclua a negociação da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), e destacaram que isso deve se basear nos textos acordados em dezembro passado.

EFE |

"Continua sendo um objetivo importante e imediato a conclusão das negociações sobre a base dos textos de dezembro de 2008", indicaram em uma declaração comum, após a reunião em Paris, o ministro das Relações Exteriores Celso Amorim e os chanceleres de Índia, Anand Sharma, e África do Sul, Rob Davies.

Uma forma de mostrar sua inconformidade com a vontade de alguns, em particular EUA, de questionar alguns pontos do consenso a que se tinha chegado no final de ano, e que no entanto não permitiu fechar o ciclo da OMC.

Os ministros destacaram que seria "irracional e irreal", no contexto econômico atual de recessão, pensar que pode haver novas concessões dos países em desenvolvimento.

Os representantes desses três países reiteraram que é "imperativo eliminar os bloqueios e fortalecer o compromisso econômico global iniciando regras baseadas no regime comercial multilateral, que é justo e responde às legítimas aspirações dos países em desenvolvimento".

Brasil, Índia e África do Sul manifestaram sua "preocupação" com os efeitos das previsões da OMC no sentido de que este ano terá a maior queda do comércio internacional no mundo desde a Segunda Guerra Mundial.

Nesse contexto, "uma conclusão da Rodada de Doha que desse efeito a seu mandato poderia oferecer um grande estímulo para a recuperação da economia, especialmente nos países mais pobres".

Os ministros desses três países participam hoje em Paris em outro encontro informal de representantes comerciais de União Europeia, EUA, Japão, China e alguns outros países em desenvolvimento.

Está prevista ao término dessa reunião uma coletiva de imprensa em que participará o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy. EFE ac/rr

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