Junta Militar rejeita ajuda humanitária de navios de guerra dos EUA

Yangun - A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) rejeitou hoje, através dos meios de comunicação, a ajuda humanitária dos navios de guerra dos Estados Unidos, que estão ancorados em frente à costa birmanesa.

EFE |

  • Caio Blinder, NY: Junta Militar comete crimes contra a humanidade
  • Nahum Sirotsky: os excessos burocráticos e a desgraça de Mianmar 
  • Os navios americanos transportam uma carga de ajuda para as vítimas do ciclone "Nargis".

    "Há questões sobre a assistência humanitária dos navios guerra e helicópteros militares (dos Estados Unidos) que não são aceitáveis para o povo birmanês", assinalou o diário estatal "A Nova Luz de Myanmar", sem entrar em detalhes.

    O jornal impresso em inglês, que costuma ser usado pelo regime militar para comunicar sua opinião à comunidade internacional, agradeceu a solidariedade dos Estados Unidos, que enviou na última semana artigos de primeira necessidade em vôos diários a Yangun.

    A França e o Reino Unido também têm embarcações nas proximidades Mianmar, e encontram problemas para poder ajudar com rapidez os cerca de 2,5 milhões de afetados pelo ciclone "Nargis".

    As autoridades birmanesas mantêm desde a sexta-feira o número de mortos pela catástrofe natural em 77.738, além de 55.917 desaparecidos.

    Mianmar designou na segunda-feira passada a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) como corpo organizador da ajuda humanitária.

    Além disso, convocou uma conferência de doadores para o próximo domingo, em Yangun, que envolverá representantes das Nações Unidas e da Asean.

    O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chegará hoje a Bangcoc e viajará amanhã a Mianmar para tentar convencer a Junta Militar a permitir que as agências humanitárias ajudem as vítimas do "Nargis" sem a imposição de limites.

    As agências humanitárias encontram problemas para obter vistos de entrada para seu pessoal e para poder se movimentar com liberdade em Mianmar.

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     Clique na imagem e veja o infográfico sobre a formação de ciclones

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