Junta Militar prolonga prisão de opositor em Mianmar

Bangcoc, 13 fev (EFE).- A Junta Militar de Mianmar prorrogou por mais um ano a prisão domiciliar do vice-presidente da Liga Nacional pela Democracia (LND), Tin Oo, braço-direito da Nobel da Paz e líder da oposição, Aung San Suu Kyi.

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A medida foi anunciada a Tin Oo, de 81 anos, por um grupo de policiais que entrou em sua casa na zona norte de Yangun, onde ela cumpre prisão domiciliar há quase cinco anos, indicaram fontes da LND.

Tin Oo, general aposentado que antes de se unir à oposição ocupou o cargo de comandante-em-chefe das Forças Armadas de Mianmar entre 1974 e 1976, foi detido com Suu Kyi em maio de 2003 depois que partidários do regime militar atacaram o comboio de veículos no qual eles realizavam uma viagem política pelo norte do país.

A extensão da prisão domiciliar do vice-presidente da LND ocorre após a visita oficial que o representante especial das Nações Unidas, Ibrahim Gambari, fez a Mianmar há duas semanas para promover o diálogo entre a oposição e a Junta Militar, e pedir a libertação dos presos políticos.

Durante sua visita de quatro dias, Gambari reuniu-se com Suu Kyi, e com outros representantes da oposição e do Governo, mas não com o chefe da Junta Militar, o general Than Shwe.

A LND de Suu Kyi venceu com mais de 82% dos votos as eleições legislativas de 1990, as últimas realizadas no país, mas os generais derrotados nunca reconheceram o resultado das urnas.

Ela está presa desde 2003, pela terceira vez, em regime domiciliar.

A Junta Militar, que no ano passado aprovou em um plebiscito uma Constituição que lhe garante a continuidade no poder, continua com seus planos de realizar eleições parlamentares em 2010. EFE grc/jp

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