Junta Militar prende empresário que ajudou vítimas do Nargis

Bangcoc, 25 nov (EFE).- Um empresário aliado da Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) foi condenado a 15 anos de prisão por tráfico de drogas, em represália por ter doado sem permissão ajuda às vítimas do ciclone Nargis, informaram hoje fontes da dissidência.

EFE |

Maung Weik, proprietário de uma das maiores imobiliárias do país, foi condenado na semana passada por um tribunal de Yangun por ter distribuído metanfetamina líquida, a droga sintética mais popular do Sudeste Asiático.

Fontes judiciais citadas pela imprensa da oposição birmanesa indicaram que Weik, de 35 anos, foi detido em maio, quando pretendia entregar donativos aos afetados pelo ciclone que deixou 138 mil mortos no país.

Segundo a decisão judicial, o empresário operava desde 2003 uma rede internacional de tráfico à Malásia da metanfetamina líquida, conhecida como "ice" e que provoca efeitos de alucinações e psicoses mais potentes que os da heroína ou do LSD, segundo especialistas.

Weik, que já foi amigo do principal líder do regime birmanês, o general Than Shwe, caiu em desgraça para a Junta Militar por causa de sua iniciativa após o ciclone. EFE grc/mh

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