Junta Militar destaca desenvolvimento e pede voto dos trabalhadores

Bangcoc, 1 mai (EFE).- A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) destacou hoje os benefícios obtidos pelos trabalhadores sob sua liderança e pediu o apoio dos operários para aprovar seu projeto constitucional no plebiscito de 10 de maio.

EFE |

O presidente do Conselho de Estado para a Paz e o Desenvolvimento, o general Than Shwe, disse em mensagem a toda a nação que "o Governo criou fábricas, zonas e regiões industriais para modernizar e desenvolver o Estado".

"É óbvio que a paz, a estabilidade e o progresso acontecem no país graças à liderança correta e aos esforços unidos de toda a população, incluindo os trabalhadores", assinalou Than Shwe, segundo a mensagem reproduzida pelo diário oficial "A Nova Luz de Myanmar".

O "homem forte" de Mianmar pediu que a "massa de trabalhadores" apóie o texto constitucional que é apresentado para "construir uma nação com uma democracia dirigida".

Os principais partidos da oposição democrática e das organizações das minorias étnicas rejeitaram o projeto constitucional impulsionado pelo regime militar.

O grupo defensor dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW), com sede em Nova York, qualificou hoje de "farsa" o plebiscito, porque não "existem as condições para que se possa celebrar uma consulta livre e justa".

"Desde que o anunciaram em fevereiro de 2008, o Governo aumentou a repressão e as detenções de opositores (...) há uma proibição quase total à liberdade de expressão, assembléia e associação", assegurou a HRW. EFE fmg/mh

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