Junta militar depõe no Supremo sobre expulsão de Zelaya

Tegucigalpa, 14 jan (EFE).- A junta de comandantes das Forças Armadas de Honduras se apresentou hoje para depor perante o presidente da Suprema Corte de Justiça (CSJ), o juiz Jorge Rivera, sobre a expulsão do país de Manuel Zelaya.

EFE |

Na entrada do prédio, os militares foram recebidos por dezenas de ativistas da União Cívica Democrática (UCD), que apoia o Governo golpista.

Os manifestantes cantaram palavras de apoio ao presidente de fato, Roberto Micheletti, que assumiu o poder por designação do Parlamento em 28 de junho passado depois da derrubada de Zelaya.

Os ativistas da UCD se aglomeraram no mesmo local onde três horas antes se manifestou a Plataforma de Direitos Humanos, uma coalizão de organismos não-governamentais que não apoiam o golpe.

O Ministério Público (MP) abriu o processo judicial contra a cúpula das Forças Armadas no último dia 6 pela expulsão do país do presidente deposto. A Constituição proíbe a expatriação de hondurenhos.

No dia seguinte, o plenário da CSJ designou seu próprio presidente como "juiz natural" do caso, no qual o MP acusa os militares de abuso de autoridade e expatriação.

A Junta de Comandantes das Forças Armadas é integrada pelo chefe e o subchefe do Estado-Maior Conjunto, generais Romeo Vásquez e Venancio Cervantes.

Além disso, conta com os chefes do Exército, general Miguel Ángel García Padgett; da Força Aérea, general Luis Javier Prince, e da Força Naval, contra-almirante Juan Pablo Rodríguez, fora o inspetor geral das Forças Armadas, general Carlos Cuéllar. EFE lam/rr

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