Junta Militar de Mianmar defende prisão domiciliar de líder opositora

Bangcoc, 11 jun (EFE).- A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) defendeu hoje a legalidade da ampliação, pelo sexto ano consecutivo, da prisão domiciliar da líder opositora e prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

EFE |

As declarações do Governo birmanês, divulgadas por meio do jornal governista "New Light of Myanmar", vêm à tona um dia depois da libertação de 15 membros da oposição, detidos no mês passado por exigir a libertação de Suu Kyi.

O prolongamento da prisão domiciliar da líder opositora provocou críticas da comunidade internacional e de associações independentes de advogados, que afirmam que a prisão domiciliar só pode ser mantida durante cinco anos no país.

No entanto, os generais argumentam que as detenções por mais de seis anos são legais sob a Lei para a Salvaguarda do Estado de Perigos e Elementos Subversivos, de 1975.

As autoridades birmanesas decidiram em 27 de maio prorrogar o período de detenção de Suu Kyi, líder da Liga Nacional pela Democracia (LND), e que passou mais de 12 dos últimos 18 anos detida em sua casa, em Yangun. EFE fmg/gs

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