Bangcoc, 13 dez (EFE).- A filha do ex-ditador birmanês Ne Win, Sandar, foi libertada na sexta-feira pela Junta Militar que governa Mianmar (antiga Birmânia) após passar seis anos em prisão domiciliar em Yangun, segundo informações de pessoas próximas divulgadas hoje pela imprensa tailandesa.

Sandar, de 56 anos, permanecia retida em casa desde 2002, depois que os corpos de segurança detiveram o marido dela, o empresário Aye Zaw, e os três filhos, acusados de planejar um golpe de Estado.

Os quatro foram considerados culpados por um tribunal em setembro de 2002 e condenados à morte, mas a sentença ainda não foi cumprida e eles permanecem presos no presídio de Insein, nos arredores de Yangun.

O ex-ditador Ne Win morreu em 5 de dezembro de 2002, aos 92 anos, na mesma casa onde Sandar cumpria prisão domiciliar.

O general Ne Win acabou com o jovem sistema parlamentar birmanês em 1962 e estabeleceu uma ferrenha ditadura militar que comandou até 1988, quando se retirou oficialmente, após o massacre por parte do Exército de cerca de 3 mil estudantes que pediam nas ruas reformas democráticas. EFE grc/an

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