Junta Militar da Mauritânia proíbe manifestações durante campanha

Nuakchott, 22 mai (EFE).- A Junta Militar que governa a Mauritânia desde o golpe de Estado de agosto do ano passado decidiu hoje proibir qualquer manifestação durante o período de campanha para as eleições, iniciado oficialmente nesta sexta-feira (hora local) e boicotado pela oposição.

EFE |

Reunido na capital Nuakchott em sessão ordinária, o autoproclamado Alto Conselho de Estado proibiu "toda ação voltada para perturbar a ordem pública ou causar prejuízo à segurança das pessoas e de seus bens" durante a campanha para as eleições presidenciais de 6 de junho.

Antes, num comunicado, o ministro do Interior mauritano já tinha dito que todas as manifestações não relacionadas à campanha "não seriam autorizadas" e que "seus protagonistas serão expostos ao rigor da lei".

Quatro candidatos disputarão a Presidência, entre eles o ex-chefe da Junta Militar Mohammed Ould Abdelaziz, considerado grande favorito.

A oposição aos golpistas ameaçou sair às ruas para impedir, por todos os meios, a realização das eleições.

Uma delegação mediadora do Senegal está em Nuakchott para tentar conseguir adiar as eleições e obter uma solução pactuada para a crise. EFE mo/sc

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