O general Mohamed Uld Abdel Aziz, chefe da junta militar que assumiu o poder na Mauritânia no dia 6 de agosto, nomeou nesta quinta-feira como primeiro-ministro o autal embaixador do país em Bruxelas, Mulaye Uld Mohamed Laghdaf, anunciou a Agência Mauritana de Informação (AMI).

O general Uld Abdel Aziz, na chefia de um Alto Conselho de Estado integrado por 11 militares, encarregou o diplomata a fazer um governo de transição.

No último dia 9, a União Africana (UA) anunciou que vai suspender a Mauritânia até que o país volte a ter um governo constitucional, segundo um comunicado do ministério das Relações Exteriores da Tanzânia, país que preside a UA.

"O golpe de Estado é um grave revés para a Mauritânia porque tirou do povo o direito fundamental de eleger livrevemente seus dirigentes", declarou o ministro tanzaniano das Relações Exteriores, Bernard Membe, em um comunicado publicado na noite de sexta-feira.

O chefe de Estado da Mauritânia, Sidi Ould Cheikh Abdallahi, primeiro presidente democraticamente eleito do país, foi detido em Nouakchott como parte de um golpe de Estado orquestrado pelo chefe da guarda presidencial que tinha acabado de ser demitido.

O fato acontece 15 meses após a eleição do presidente, num pleito considerado um "modelo democrático" pela África e o mundo árabe, e três anos depois do golpe de Estado militar que destituiu o presidente Maaouiya Ould Taya em agosto de 2005.

O general Aziz afirmou que iria "resolver todos os problemas do país", em sua primeira aparição pública.

A Junta Militar prometeu convocar eleições presidenciais "livres e transparentes no período mais breve possível", segundo um comunicado lido na Rádio Nacional.

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