Junta militar da Guiné nomeia civil primeiro-ministro

Dacar, 30 dez (EFE).- Uma semana após ar um golpe de estado, a Junta Militar da Guiné anunciou hoje a designação de um civil, Kabine Komara, como primeiro-ministro do país, em comunicado divulgado pela rádio oficial guineana.

EFE |

Komara, que vive no Egito, onde dirige o escritório do African Export-Import Bank (Banco Africano de Exportação e Importação), foi eleito pelo Comitê Nacional para a Democracia e o Desenvolvimento (CNDD), nome que adotou a junta militar chefiada pelo capitão Moussa Dadis Camara.

O Exército da Guiné tomou o poder em 23 de dezembro, horas depois da morte do presidente Lansana Contei, que exercera o poder nos últimos 24 anos.

A junta militar que deu o golpe de Estado disse atuar contra "a catastrófica situação econômica sem precedentes que vive a Guiné e a profunda desesperança da população, conseqüência da anarquia no aparelho estatal".

Os golpistas anunciaram a dissolução do Governo, os tribunais e o Parlamento, assim como a suspensão da Constituição e anunciaram para dezembro de 2010 "eleições livres, críveis e transparentes", enquanto alegavam que sua única preocupação era "salvaguardar a integridade territorial".

Hoje, a Comunidade Econômica dos Países de África Ocidental (Ecowas), manifestou seu rejeitou ao golpe de estado na Guiné e ao período de dois anos de transição para umas eleições democráticas anunciado pela junta militar.

O presidente da Comissão da Ecowas, Mohammed Ibn Chambas, que esteve no fim de semana passado na Guiné para falar com os chefes militares, disse que um período transitório de dois anos para umas eleições "é inaceitável" e que eles devem fazê-lo "mais rápido".

Após uma reunião ontem em Abuja com o presidente rotativo da Ecowas, o chefe do Estado Nigeriano, Umaru Yar'Adua, Ibn Chambas lembrou que a Guiné tinha previstas eleições legislativas para maio de 2009. EFE st/jp

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