Junta Militar birmanesa se dispõe a diálogo com EUA

Bangcoc, 27 mar (EFE).- A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) se mostrou hoje disposta a falar com os Estados Unidos, no momento em que ocorre a visita de um funcionário da Administração do presidente americano, Barack Obama, e quando o regime se prepara para realizar eleições em 2010, as primeiras em 20 anos.

EFE |

O ministro da Informação birmanês, o general-de-brigada Kyaw Hsan, disse aos jornalistas durante os atos do Dia das Forças Armadas que "Obama prometeu mudanças", de acordo com as informações jornalísticas em Bangcoc.

O general disse que o princípio da mudança poderia ser a visita do diretor do Escritório do Sudeste Asiático Continental do Departamento de Estado americano, Stephen Blake, que se reuniu com membros do Governo e da oposição.

A disposição da Junta Militar em dialogar com a Casa Branca surge depois que a secretária de Estado americana, Hilary Clinton, afirmou em fevereiro que a linha das sanções não tinha funcionado com Mianmar.

A Liga Nacional para a Democracia (LND), o principal partido da oposição democrática e que é dirigido pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, apoia este caminho.

"Nós acreditamos que o diálogo é o primeiro passo para encontrar a solução do problema", disse o porta-voz da LND, Nyan Win, segundo a rádio da dissidência. EFE grc/an

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