Junta Militar birmanesa realiza plebiscito apesar da catástrofe do Nargis

Yangun (Mianmar), 10 mai (EFE).- A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) prosseguiu adiante com seu plano de realizar neste sábado um plebiscito para aprovar seu projeto constitucional, apesar dos apelos contrários da ONU por causa da devastação causada pelo ciclone Nargis no sul do país.

EFE |

A população das regiões mais afetadas pelo ciclone, Yangun e 47 povoados do delta do rio Irrawaddy, segundo o Governo, irão às urnas no próximo dia 24 de maio.

Os centros eleitorais abriram às 6h local (20h30 de Brasília desta sexta-feira) e fecharão às 16h de sábado (6h30 de Brasília).

É impossível saber se o horário de abertura em todos os centros foi cumprido e também a quantidade de pessoas que irão às urnas, porque todos os meios de comunicação em Mianmar são controlados pelo Estado e só informam o que convém as autoridades.

O regime pediu a aprovação da minuta constitucional que começou a redigir em 1993 e que terminou no ano passado sem contar com a oposição democrática, tinha dito pela televisão, rádio e imprensa escrita que o verdadeiro patriota votará "sim", enquanto por outro lado intimidava ou detinha qualquer indivíduo que fazia propaganda para o "não".

Segundo alguns analistas, a Junta Militar seguiu em frente com o plebiscito porque teme que se fizer uma concessão à comunidade internacional terá aberto a porta para mais reivindicações.

A oposição democrática liderada pela Liga Nacional pela Democracia (LND), da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, e as principais organizações das etnias minoritárias rejeitaram o texto constitucional por entender que legitimará a ditadura militar. EFE mfr/ma

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