Kuala Lumpur, 18 jul (EFE).- A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia), acusada pela comunidade internacional de violação dos direitos humanos, ratificou a carta de princípios fundamentais da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), afirmou hoje o Ministério de Assuntos Exteriores cingapuriano.

A adesão, segundo o comunicado, será anunciada oficialmente durante a reunião ministerial que a Asean manterá na próxima semana, em Cingapura, país que ocupa a Presidência rotativa da organização regional.

A carta de princípios fundamentais, aprovada pelos líderes dos dez países da Asean em novembro, pede que os países-membros impulsionem a democracia, a boa governança, e respeitem e protejam os direitos humanos.

Também fixa o objetivo de criar um mercado comum regional a partir de 2015 com as seis economias mais avançadas do grupo, ao que se unirão em 2020 os outros membros.

As economias de Brunei, Filipinas, Indonésia, Malásia, Tailândia, e Cingapura, são consideradas as avançadas da Asean, e as de Mianmar, Camboja, Laos, e Vietnã, as atrasadas.

A comunidade internacional, com os Estados Unidos e a União Européia (UE) à frente, criticaram de forma reiterada a política do "enfoque construtivo" que a Asean aplica com Mianmar, país sobre o qual há sanções impostas por Washington e pelo bloco europeu devido a sua contínua violação dos direitos básicos. EFE snr/an

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