Junta Militar birmanesa colocou 127 presos políticos entre 7 mil anistiados

Bangcoc, 22 set (EFE).- A recente anistia declarada pela Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) só beneficiou 127 presos políticos entre os mais de 7 mil prisioneiros que conseguiram a medida, denunciou hoje a Associação de Assistência aos Presos Políticos (AAPP).

EFE |

Na quinta-feira passada, as autoridades militares alegaram "razões humanitárias" para aprovar a anistia e, no dia seguinte, começaram a ser libertados os primeiros grupos de reclusos que cumpriam pena na prisão de Insein, em Yangun.

Entre os prisioneiros políticos anistiados, estão 43 membros da Liga Nacional pela Democracia (LND), a legenda liderada pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, condenada em agosto a mais 18 meses de prisão domiciliar.

"Grandes figuras políticas como Aung San Suu Kyi, o líder da LND Khun Tun Oo, o líder dos Estudantes da Geração de 88 Min Ko Naing e outros ativistas continuam presos, porque o regime percebe que são uma ameaça a seu poder absoluto", disse o responsável da AAPP, Tate Naing.

Esta organização de ajuda aos presos políticos birmaneses, e que tem sua sede na cidade tailandesa de Mae Sot, perto da fronteira com Mianmar, calcula que 2,211 mil pessoas, entre elas 141 mulheres e 237 monges budistas, continuam presos por motivos políticos.

Segundo os dados da associação, "desde os protestos (antigovernamentais) em agosto de 2007", 1,122 mil ativistas políticos "foram detidos e seguem cativos".

As autoridades birmanesas, que negam que nas prisões do país haja presos políticos, concedem anistias com certa regularidade.

A anterior foi anunciada em fevereiro e beneficiou 6,313 mil reclusos, mas só incluiu poucos presos políticos. EFE grc/an

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