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Junta Militar birmanesa anuncia participação em massa em seu plebiscito

Yangun (Mianmar), 11 mai (EFE).- A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) anunciou neste domingo um índice de participação em massa no plebiscito constitucional realizado nas zonas do país não afetadas pelo ciclone Nargis.

EFE |

O regime não deu números concretos, mas comunicou através da televisão estatal que o plebiscito "foi um sucesso".

Ontem à noite, o principal partido da oposição democrática birmanesa, a Liga Nacional pela Democracia (LND) da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, denunciou uma fraude maciça na votação.

Um porta-voz da LND assegurou que agentes governamentais foram às casas de pessoas que não foram às urnas e os obrigaram a assinar um documento credenciando que tinham depositado seu voto.

Além disso, a dissidência em Bangcoc informou que a maioria dos colégios eleitorais fechou às 11h (1h30 de Brasília), quando o horário oficial da jornada deveria ser 6h a 16h (local).

Residentes nas divisões de Yangun, Mandalay, Pegu, Sagaing e Magwe afirmaram ter visto como funcionários entregavam cédulas marcadas previamente a quem faziam fila para votar.

Desde que o Governo anunciou em fevereiro passado a convocação do plebiscito, as forças de segurança acossaram, intimidaram ou detiveram todo aquele que fizesse campanha a favor do "não", opção defendida por oposição democrática, monges budistas, movimento estudantil e minorias étnicas.

A consulta popular se manteve na zona norte de Mianmar apesar da devastação do ciclone "Nargis", que causou até o momento mais de 23.000 mortos, cerca de 37.000 desaparecidos e um milhão e meio de deslocados, segundo os dados oficiais.

O plebiscito, que voltará a ser realizado no dia 24 de maio nas regiões arrasadas pelo "Nargis", é o primeiro passo do chamado "Mapa de Caminho" rumo à democracia da Junta Militar, que concluirá, de acordo com seus planos, com eleições livres em 2010.

Mianmar é governada pelos militares desde 1962 e não realiza pleitos legislativos desde 1990, quando o partido oficial foi esmagado pela LND de Suu Kyi, eleições cujos resultados nunca foram reconhecidos pelo regime. EFE fmg/ma

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