Junta Militar birmanesa anistia mais de 7 mil presos

Bangcoc, 17 set (EFE).- A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) anunciou hoje uma anistia por razões humanitárias para mais de 7 mil presos, sem precisar se a medida alcança os cerca 2,3 mil presos por motivos políticos.

EFE |

Em comunicado divulgado pela televisão estatal, o Governo precisou que a anistia beneficiará 7,114 mil pessoas reclusas em diferentes prisões do país, e que sua libertação atende a razões humanitárias e de boa conduta.

Segundo o canal de televisão estatal, a anistia foi aprovada hoje pelo Governo presidido pelo general Than Shwe.

As autoridades birmanesas concedem anistias com certa regularidade, a anterior foi em fevereiro e beneficiou 6,313 mil reclusos, mas a disposição costuma incluir poucos presos políticos.

A organização Human Rights Watch afirmou, em seu último relatório, divulgado esta semana, que, desde 2007, o número de presos políticos em Mianmar duplicou, e precisou que apenas este ano dezenas de ativistas, monges budistas, jornalistas e artistas foram detidos e condenados a longas penas de prisão.

O anúncio do perdão foi feito um dia antes de os advogados da líder do movimento democrático birmanês e prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, expor perante o tribunal a alegação contra a pena de 18 meses de prisão domiciliar imposta em agosto à ativista birmanesa.

EFE grc/an

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