Kuala Lumpur, 19 mai (EFE).- A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) aceitou hoje que a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) coordene a assistência humanitária às vítimas do ciclone Nargis, e autorizou a entrada no país de voluntários desse bloco regional.

O ministro de Assuntos Exteriores de Cingapura, George Yeo, explicou - após uma reunião ministerial de urgência para tratar o problema birmanês, realizada em um hotel de seu país - que "Mianmar aceitou a ajuda internacional".

"A assistência internacional dada a Mianmar através da Asean não terá medidas políticas", afirmou Yeo.

"Os ministros de Exteriores concordaram em estabelecer um mecanismo de coordenação dirigido pela Asean. Para começar, Mianmar autorizou o envio imediato de equipamentos médicos de todos os países-membros da Asean", detalhou Yeo.

A Asean abrange Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

O chefe da diplomacia birmanesa, Nyan Win - que apresentou, em seu país, o problema a seus colegas - avaliou em US$ 10 bilhões os danos causados pelo "Nargis".

O ciclone atravessou o sul de Mianmar entre 2 e 3 de maio, e deixou 77.738 mortos e 55.917 desaparecidos, segundo os dados oficiais preliminares das autoridades birmanesas.

A esse número, se acrescentam 2,5 milhões de pessoas que sofreram algum tipo de perda, segundo a ONU.

O ministro cingapuriano indicou que Mianmar planeja organizar uma conferência internacional de doadores em Yangun, a antiga capital birmanesa e a maior cidade do país, no próximo dia 25. EFE snr/fh/gs

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