Junta militar aceita 1 primeiro-ministro da oposição em 1 Governo unidade

Dacar, 7 jan (EFE).- A junta militar no poder na Guiné aceitou um primeiro-ministro procedente da oposição e a formação de um Governo de união nacional de transição, segundo anunciou o general Sekouba Konaté, líder interino do organismo, em discurso retransmitido pela televisão nacional.

EFE |

Konaté fez o anúncio de seu retorno após uma viagem de uma semana ao Marrocos, onde esteve com o chefe da junta militar golpista guineana, o capitão Moussa Dadis Camara, hospitalizado em Rabat como consequência do atentado que sofreu em 3 de dezembro.

Segundo o general Konaté, a oposição designará o primeiro-ministro e este discutirá com o conjunto de grupos e políticos do país a formação de um Governo de união nacional de transição.

"A vida do capitão Camara não está em perigo, mas é preciso tempo, paciência e um acompanhamento médico para uma recuperação total", disse em discurso Konaté.

Os comentaristas políticos locais descartam que o capitão Camara volte a liderar a junta militar.

Rodeado pelos membros da junta militar, o general Konaté manifestou sua vontade de manter a calma e insistiu aos protagonistas da crise para superarem suas diferenças para atuar com rapidez e acabar com o sofrimento da população.

"O país não pode seguir esperando e sofrer mais", disse Konaté, que ressaltou as expectativas da comunidade internacional, preocupada pela situação na Guiné, onde em 28 de setembro militares e policiais assassinaram mais de 150 pessoas estupraram inúmeras mulheres em um protesto da oposição.

Konaté convidou os guineanos refugiados no exterior a retornar ao país e afirmou que garantirá pessoalmente sua segurança.

Assegurou que os líderes políticos contarão com unidades mistas de proteção, formadas por membros da Guarda Nacional, a Polícia e o Exército, durante toda a transição.

Vários dirigentes opositores, que manifestaram temer por suas vidas após receber ameaças de morte, continuam no estrangeiro, entre eles os ex-primeiros-ministros Sidya Touré e Dalein Diallo. EFE st/dm

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