Junta birmanesa diz que Constituição não pode ser mudada antes de eleições

Bangcoc, 20 dez (EFE).- A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) afirmou que hoje que a Constituição aprovada em plebiscito no ano passado não pode ser modificada antes das eleições previstas para 2010, às quais, segundo o texto, não pode se apresentar a líder opositora Aung San Suu Kyi.

EFE |

Através de um editorial publicado no jornal oficial "New Light of Myanmar", o regime deixou claro que não alterará uma Carta Magna que reserva às Forças Armadas um quarto das cadeiras do futuro Parlamento e dá ao Exército todo o poder em um estado de emergência.

Também proíbe de serem candidatos ao pleito os birmaneses que estejam ou foram casados com estrangeiros ou cujos filhos tenham passaporte de outro país, o que exclui a opositora Suu Kyi.

No artigo, a Junta Militar afirmou que a Constituição só poderá receber emendas do Parlamento que sair das eleições do próximo ano, para as quais ainda não foi definida uma data.

"As demandas para modificar o texto através de um consenso e dialogar com quem assim quer é impossível (...), um grupo de pessoas não tem direito de mudar um documento aprovado de maneira democrática", acrescentou o editorial.

Esta frase parece se referir ao partido de Suu Kyi, a Liga Nacional pela Democracia (LND), que ainda não revelou se vai se apresentar ao pleito, já que sustenta que a Carta Magna foi referendada à força.

Segundo os generais birmaneses, o texto recebeu o apoio de 92% do censo eleitoral na consulta popular que aconteceu quando a população ainda se recuperava do devastador impacto do ciclone "Nargis", que deixou 140 mil mortos e 2,5 milhões de desabrigados. EFE grc/an

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