O regime militar de Mianmar afirmou nesta quinta-feira que o julgamento da líder opositora Aung San Suu Kyi não tem caráter político e acontece dentro da lei.

O jornal oficial da junta ditatorial, New Light of Myanmar, publica um comunicado do ministério das Relações Exteriores em resposta ao pedido do Conselho de Segurança da ONU para a libertação de todos os presos políticos em Mianmar e por um verdadeiro diálogo com Suu Kyi.

"Não é político, não é uma questão de direitos humanos. Assim, não aceitamos pressões e interferências do exterior", afirmou o vice-ministro birmanês das Relações Exteriores, Maung Myint, durante uma reunião de ministros da União Europeia (UE) e da Associação de Países do Sudeste Asiático (Asean) no Camboja.

A Prêmio Nobel da Paz pode ser condenada a cinco anos de prisão se for condenada por violar, segundo a junta, os termos da prisão domiciliar por ter recebido o ex-militar e mórmon americano John Yettaw, que chegou à casa dela no início de maio depois de ter cruzado a nado o lago à beira da residência.

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