Julgamento simbólico condena líderes europeus que apóiam as touradas

Genebra, 23 jun (EFE).- Um julgamento simbólico contra líderes políticos europeus e associações profissionais taurinas terminou hoje com um veredicto que os declara culpados e reivindica o fim de todos os tipos de subsídios, nacionais e comunitários, que servem para financiar touradas.

EFE |

O júri da Corte Internacional de Justiça para os Animais incluiu em sua sentença simbólica um pedido para que sejam fechadas as escolas de tauromaquia e se proíba o acesso dos menores de 16 anos às praças de touro.

Além disso, solicita ao Parlamento Europeu que convoque um plebiscito para que os cidadãos da União Européia possam se pronunciar sobre a abolição dessa prática.

A sentença também pede ao Papa Bento XVI que "aplique novamente" medidas "que condenem os jogos taurinos" e que estabeleçam claramente "que os espetáculos sangrentos que são as corridas devem ser" abolidos.

Por apoiar este tipo de atividade, o júri declarou simbolicamente culpados o chefe de Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e seu primeiro-ministro, François Fillón, o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, e o ex-presidente português Jorge Sampaio.

Este julgamento foi auspiciado pela Fundação suíça Franz Weber, que criou a Corte de Justiça para os Animais em 1979.

Durante a audiência discursaram representantes de organizações espanholas, francesas e portuguesas defensoras dos animais, assim como veterinários, psicólogos infantis, e ex-freqüentadores de touradas.

Todos eles apresentaram dados e testemunhos a favor da abolição das touradas, que foram apoiados por vídeos que mostravam momentos de agonia desses animais nas praças. EFE is/rr

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