Caso da Mala recomeça em Miami - Mundo - iG" /

Julgamento do Caso da Mala recomeça em Miami

Miami, 30 out (EFE).- O júri do julgamento do empresário venezuelano Franklin Durán, acusado no Caso da Mala, retomou hoje de novo suas deliberações, depois que não chegou a um veredicto unânime nesta quarta-feira.

EFE |

Se o júri decidir novamente emitir uma decisão, o julgamento de oito semanas e no qual 20 pessoas depuseram será anulado, explicou à Agência Efe o advogado americano Marc Seitles.

Durán é acusado em um tribunal de Miami de conspirar e atuar como agente de um Governo estrangeiro, o da Venezuela, para ocultar a origem e o destino de uma mala com US$ 800 mil confiscados do venezuelano Guido Alejandro Antonini Wilson na Argentina, em 2007.

O dinheiro supostamente seria destinado à campanha eleitoral da atual presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, e seriam originados dos cofres da Petróleos de Venezuela, S.A.

(PDVSA).

Seitles, não relacionado com o caso, disse que era esperado que o júri teria dificuldades para chegar a uma decisão por causa da natureza das acusações contra Durán, de 41 anos.

Para o advogado, outros integrantes do júri talvez estejam considerando que Durán trabalha para o Governo do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e "o consideram culpado".

"Imagino que há uma briga forte entre os jurados por esses dois pontos", disse.

Se dentro de um ou dois dias o júri decidir mais uma vez que não consegue chegar a um acordo, a juíza Joan Lenard possivelmente lhes dará uma instrução final, conhecida no ambiente jurídico dos Estados Unidos como "Allen charge".

O julgamento será cancelado se após o esgotamento dos passos anteriores, o júri ainda não conseguir um consenso.

Uma vez anulado o julgamento, a mesma juíza convocaria um novo júri e recomeçaria o processo judicial.

Se a situação chegar a esse ponto, o cenário poderia ser mais complicado para a defesa.

"O segundo julgamento sempre é melhor para os promotores, porque já ouviram a estratégia da defesa, e essa vantagem prejudica muito o acusado. Por essa razão, o advogado de Durán pediu que o júri continue deliberando", disse Seitles. EFE so/wr/plc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG