Julgamento de suspeitos de terrorismo é adiado no Marrocos

Rabat, 16 out (EFE).- O Tribunal de Apelação da localidade marroquina de Salguei adiou para 14 de novembro o julgamento de 33 acusados de pertencer à rede terrorista Belliraj, que começaria hoje.

EFE |

Segundo indicou a agência "MAP", o tribunal acatou o pedido da defesa, formada por um total de 40 advogados, por um tempo adicional para consultar seus arquivos e preparar a alegação.

Os membros desse grupo, desmantelado em fevereiro, estão sendo julgados por atentar contra a segurança interior do Estado, entre outros crimes, assinalou a "MAP".

Eles também respondem por formação de quadrilha para preparar atos terroristas a fim de atentar contra a ordem pública e de transporte e posse ilegal de armas de fogo e munição para seu emprego em projetos terroristas.

Além disso, são acusados por tentativa de homicídio premeditado com armas de fogo, falsificação de documentos oficiais, usurpação de função para executar projetos terroristas, recolhimento e entrega de fundos para financiar projetos terroristas e lavagem de dinheiro.

Abdelkader Belliraj, um marroquino de 50 anos que conta também tem nacionalidade belga, é apontado como chefe da rede.

Entre os detidos pela Polícia Judiciária em fevereiro se encontravam também os líderes da "Haraka da Umma" (Movimento para a Comunidade), Mohammed Amin Ragala e Mohammed Meruani, e o do partido "Al Badil Al Hadari" (Alternativa de Civilização), Mustafa Moatasim.

Na lista oficial de detidos distribuída pela "MAP" figuravam também comerciantes, um desempregado com antecedentes criminais, um garçom, um gerente de hotel, alguns professores, um pedreiro, um comissário de Polícia, um jornalista e um diretor de uma empresa de telecomunicações, entre outros.

As autoridades afirmaram em 20 de fevereiro que a rede preparava atentados contra políticos, militares e membros da comunidade judaica, assim como se coordenar com Al Qaeda, Hisbolá e o argelino Grupo Salafista para a Pregação e o Combate (GSPC), mas admitiram desconhecer a vinculação concreta entre elas.

As pesquisas efetuadas nos domicílios dos acusados levaram, além disso, segundo fontes oficiais, "ao descobrimento, principalmente em Casablanca e Nador, de uma grande carga de armas de fogo e munição, de artifícios pirotécnicos e de artigos destinados a garantir o anonimato" dos integrantes. EFE mgr/jp

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