Lima, 24 jun (EFE).- O ex-presidente peruano Alberto Fujimori será julgado por corrupção a partir de 13 de julho, acusado de supostamente ter entregado uma indenização de US$ 15 milhões a seu ex-assessor Vladimiro Montesinos, informou hoje o Poder Judiciário.

Uma nota oficial afirmou que a Sala Penal Especial da Suprema Corte iniciará o novo julgamento oral de Fujimori pelos supostos crimes de peculato e falsidade ideológica.

O Ministério Público pediu oito anos de prisão ao ex-presidente e quer que ele pague uma reparação civil de 2 milhões de sóis (US$ 666 mil) a favor do Estado.

Segundo o promotor supremo adjunto Avelino Guillén, Fujimori "conversou, tratou e negociou de maneira direta" o pagamento de uma indenização por tempo de serviço (CTS) a Montesinos pelo trabalho realizado durante seu mandato, entre 1990 e 2000.

Durante esse período, Montesinos foi o chefe "na sombra" do Serviço de Inteligência Nacional (SIN).

Os US$ 15 milhões (cerca de 70 milhões de sóis da época) foram entregues a ele, acrescentou o promotor, porque a permanência do assessor no regime "era insustentável depois do escândalo de suborno ao congressista Alberto Kouri", em setembro de 2000.

Guillén assegurou que em 19 de setembro de 2000 foi publicado um decreto para transferir recursos das Forças Armadas por um total de 69,5 milhões sóis para executar um plano que supostamente devia acabar com uma organização internacional clandestina que fornecia armas às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

A primeira audiência deste julgamento começará às 9h (11h de Brasília) na sede judicial da base da Direção de Operações Especiais (Diroes) da Polícia, no distrito de Ate-Vitarte, em Lima, onde Fujimori está recluso desde setembro de 2007. EFE dub/db

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