Julgamento de ex-chefe de inteligência colombiano reflete poder paramilitar

O julgamento de um ex-diretor do serviço de inteligência colombiano (DAS) por crimes cometidos por paramilitares confirma o poder desses grupos e sua ligação com o setor de segurança, que é alvo de outro escândalo de espionagem de magistrados, jornalistas e opositores.

AFP |

Jorge Noguera, designado diretor do Departamento Administrativo de Segurança (DAS) pelo presidente Alvaro Uribe em 2002, foi acusado pela Promotoria por sua suposta participação em sete crimes, entre eles os assassinatos de três sindicalistas e de um ativista dos Direitos Humanos, cuja autoria já foi confessada por membros das Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).

Noguera participou dos assassinatos "através do fornecimento de informações que obtinha de atividades de inteligência e colocando a direção do DAS a serviço de grupos à margem da lei, que manifestaram publicamente sua decisão de acabar com essas pessoas", indicou o Ministério Público na denúncia oferecida à Suprema Corte para que julgue o ex-chefe da Inteligência.

A intimação de Noguera ocorre no momento em que o DAS está no olho do furacão, depois que o Ministério Público denunciou sua participação em interceptações telefõnicas ilegais de magistrados, jornalistas e representantes da oposição, inclusive de altos funcionários do mesmo governo.

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