Julgamento contra francesa terminou, mas ela deve continuar presa

O julgamento contra Clothilde Reiss finalizou, mas a jovem francesa deverá permanecer na prisão depois de ter sido detida e acusada por participar nos protestos contra a reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad, declarou nesta quarta-feira o promotor de Teerã, citado pela agência Fars.

AFP |

"Reiss está presa, mas o processo para examinar as acusações que pesam contra ela terminou", indicou.

"Qualquer decisão para que ela seja libertada sob fiança ou fique na prisão cabe ao juiz", acrescentou.

"Clotilde Reiss ainda não foi liberada. Em caso de aceitação da finança e de uma libertação, a cidadã francesa não tem nenhum direito de deixar o país até que o veredicto seja divulgado", disse o procurador, segundo a Fars.

Ouvinte na Universidade de Ispahan (centro), Reiss foi acusada de ter transmitido informações sobre manifestações e de ter incitado pessoas a se manifestarem.

Na véspera, o Irã libertou uma funcionária franco-iraniana da embaixada da França em Teerã, e parece considerar a possibilidade de colocar em liberdade condicional a jovem estudante francesa, presa desde o dia 1o. de julho.

Detida quinta-feira passada, Nazak Afshar compareceu sábado, junto com Clotilde Reiss, diante de um tribunal de Teerã, na companhia de outras pessoas acusadas de terem participado das manifestações que seguiram a eleição contestada do presidente Mahmud Ahmadinejad em 12 de junho.

Clotilde Reiss, 24 anos, também é acusada de ter entregado um relatório sobre os protestos a um instituto de pesquisa subordinado à embaixada francesa no Irã.

bur/lm

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