Julgamento contra ex-ditador argentino Videla é adiado para julho

Preso há um ano e meio, Jorge Rafael VIdela, de 84 anos, é acusado de crimes contra a humanidade

EFE |

Buenos Aires - O início do julgamento contra Jorge Rafael Videla, primeiro presidente da ditadura militar argentina (1976-1983), foi adiado para julho, informaram hoje fontes judiciais. O debate, que devia começar nesta quinta-feira em Córdoba (centro da Argentina), terá início no dia 2 de julho, segundo precisou o Centro de Informação Judicial.

A Justiça postergou o início do julgamento porque no processo também é acusado o ex-chefe do Terceiro Corpo do Exército Luciano Benjamín Menéndez, que está sendo julgado em Tucumán (noroeste do país) por outro crime de lesa- humanidade durante a ditadura. O tribunal oral será integrado pelos juízes Jaime Díaz Gravier, Carlos Julio Lascano e José Quiroga Uriburu. Videla, Menéndez e outros 23 violadores de direitos humanos serão julgados por delitos de lesa-humanidade cometidos na Unidade Penitenciária da cidade de Córdoba.

No começo deste mês, Videla, de 84 anos, foi processado pelo juiz federal Daniel Rafecas em outra causa por crimes de lesa-humanidade que se refere a 49 pessoas vítimas de homicídio agravado, sequestro e torturas durante a ditadura. Videla está preso há um ano e meio em uma prisão da unidade militar de Campo de Mayo, depois que o juiz federal Norberto Oyarbide revogou sua prisão domiciliar, e é processado, entre outras causas, pelo sequestro de menores durante o regime militar.

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